18 de ago de 2016

Democracia às avessas

A democracia é um sistema político que funciona em conformidade com as demandas do povo. Em princípio, declara que todos os cidadãos são iguais perante à lei, há existência da liberdade de expressão e a justiça atua de forma justa e igualitária, no qual os direitos humanos são valorizados e respeitados. Porém, consta que no Brasil, as autoridades democráticas que deveriam prezar pelos interesses da coletividade, não vêm agindo de acordo com a ideologia da democracia clássica de Rousseau.
O sistema falho não abrange as minorias pobres, estes são excluídos, e quase sempre não possuem seus direitos básicos atendidos, como ter acesso à saúde e educação de qualidade, além de moradia. Apesar desses direitos serem dever do Estado, essa população encontra-se em um campo marginalizado. O governo meritocrático acredita que todos podem alcançar seus objetivos com esforço e dedicação, esquecendo-se que as minorias estão situadas em um plano inferior de partida e não há uma luta equilibrada entre todos os cidadãos.
Com baixas desigualdades sociais, instituições públicas de confiança e com relações governamentais próximas à sociedade, a Noruega é considerada o país mais democrático do mundo, de acordo a The Economist Intelligence Unit (EIU). O Brasil, no entanto, localiza-se em 44º lugar. Apesar disso, orgãos como a Controladora-Geral da União (CGU), o Departamento de Polícia Federal (DPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) são algumas das instituições brasileiras que estão voltadas ao combate à corrupção através de fiscalizações, investigações e punições. Além disso, a CGU possui uma ouvidoria online para receber denúncias de todos os cidadãos sobre políticos de gestão fraudulenta.
A população brasileira, acima de tudo, necessita estar politizada. Portanto, é essencial ter consciência do histórico de seus representantes, verificar o cumprimento das propostas das autoridades políticas, estar ativa na luta a favor de suas reivindicações, e sugerir leis de interesses coletivos. Ademais, a implementação da Lei da Ficha Limpa e as operações do DPF também auxiliam nas apurações de infrações. Uma maior proximidade entre o poder público e o povo brasileiro, participação política e também, uma maior atuação ativa de orgãos que investigam casos de corrupção, são algumas das medidas que podem sustentar um país mais democrático.

19 de abr de 2014

Nas telonas: Divergente

Título original: Divergent
Direção: Neil Burger
Duração: 139 min
Elenco: Ansel Elgort, Ashley Judd, Ben Lloyd-Hughes, Christian Madsen, Jai Courtney, Kate Winslet, Maggie Q, Mekhi Phifer, Miles Teller, Ray Stevenson, Shailene Woodley, Theo James, Tony Goldwyn, Zoë Kravitz
*Este post pode conter spoilers para quem nunca LEU O LIVRO 
Oi gente, estão curtindo o feriado? Pra mim, ele já começou ótimo, já que a tão esperada adaptação Divergente, finalmente chegou aos cinemas brasileiros. Esqueci de falar para vocês que, ganhei ingressos em uma promoção do Cinesystem para assistir a pré-estréia, no dia 14. Ou seja, eu já havia assistido ao filme há dias (e assisti novamente dia 17), mas decidi falar dele apenas hoje para não estragar a surpresa.

Dia 17 foi super bacana, porque antes da sessão, teve um encontro de fãs de Divergente na Leitura, estava realmente bem cheio e todo mundo estava vestido de acordo com a sua facção. Teve gincanas, sorteios, brindes... e isso criou um clima ótimo para todos do evento que logo iriam assistir ao filme. 

5 de mar de 2014

[Resenha] Starters

Editora: Novo Conceito
Autora: Lissa Price
Número de páginas: 367
Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbador em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man.  Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente.
Nota: 

Eu adoro essa sinopse, acho ela tão empolgante. Quem é fã de distopias, como eu, se interessa rapidinho pelo livro quando vê uma sinopse como essa. Callie é uma adolescente orfã e pobre de 16 anos que vive pelas ruas, dormindo em prédios abandonados, se escondendo de inspetores, com seu irmão mais novo, Tyler. Eles vivem em uma situação de extrema pobreza, e Tyler tem uma doença de pulmão. Callie está desesperada e precisa de dinheiro para reverter essa situação, ela quer ter uma vida digna com Tyler.

Sua única opção é a Prime Destinations, uma empresa onde você ''doa'' o seu corpo por um tempo, para que algum idoso possa alugá-lo e possa ser ''jovem novamente''. Super aterrorizante. O nome dado à pessoa que doa seu corpo durante esse tempo (geralmente algumas semanas), é ''doador'' (no caso, a Callie), e o nome do idoso que ocupará o corpo nesse tempo, é inquilino. O adolescente doador do corpo fica sedado durante o tempo que o inquilino tomará seu corpo, o doador não sente nada, é como se ele ficasse dormindo. Callie só quer fazer isso porque quem doa o seu corpo, ganha uma grande quantidade de dinheiro e essa é a sua única salvação. Mas não é tão simples assim. Ao decorrer do livro, Callie descobre que ainda há muita coisa por trás disso.

No cenário onde Callie vive, há muita desigualdade. Os ricos são extremamente ricos e são idosos, já que não existem mais adultos (houve a tal guerras de Esporos, onde crianças e idosos foram vacinados primeiro e os adultos acabaram sendo contaminados e mortos). E há muitas crianças pobres e orfãs pelas ruas.

Confesso que nenhum personagem me ganhou muito. Achei que eles não foram tão explorados e só fui começar a gostar de Callie lá pro final do livro. Não que ela seja chata, ela é corajosa, forte, e faz de tudo pelo seu irmão. Mas como eu falei, nenhum personagem me ganhou muito, não sei exatamente o que foi. Acho que é pelo fato de que eu gosto de personagens diferentes, engraçados, com hábitos interessantes. Não encontrei muito disso em nenhum personagem, mas Tyler é uma gracinha.

O livro se desenvolve bem rápido, às vezes até demais. A história em si é MUITO boa, mas teve alguma coisa no livro (que ainda não consegui identificar) que não gostei. Não sei se eram os personagens em si que fizeram com que o livro não ficasse tão interessante, realmente não sei. Mas é uma boa distopia, recomendo para quem gosta, porque tem tudo aquilo que toda distopia tem: ação, adrenalina, romance.